A ciência narrada com arte e elegância

Em sua autobiografia, Oliver Sacks nos convida a revisitar suas obras

Há cerca de um ano, o neurocientista britânico Oliver Sacks se despediu aos 82 anos, após um câncer anunciado, mas, antes disso, nos brindou com uma autobiografia recheada de tudo que seus leitores e admiradores mereciam. Em Sempre em Movimento – Uma vida (Companhia das Letras, 2015), Sacks nos oferece uma narrativa pessoal rica e corajosa.  Continue Lendo “A ciência narrada com arte e elegância”

A Era dos Mortos-Vivos: Por que muitas espécies de plantas estão a caminho da extinção

Cientistas estimam que o processo de extinção em plantas leva mais tempo do que em animais, e que uma em cada cinco espécies de plantas vasculares está em processo de extinção.

Um documento recente produzido pelo Royal Botanical Gardens, localizado em Kew, subúrbio de Londres, a respeito do estado atual das plantas vasculares, chamou a atenção do mundo. De acordo com o relatório, o Brasil é o país de maior diversidade de plantas vasculares do planeta, com mais de 32.000 espécies descritas, das quais 18.423 são endêmicas da flora brasileira. As plantas vasculares formam um grande grupo de plantas terrestres, incluindo as samambaias, os pinheiros ou gimnospermas, e as plantas com flores, também conhecidas como angiospermas. As plantas vasculares constituem a vasta maioria das plantas utilizadas pelos seres humanos. Continue Lendo “A Era dos Mortos-Vivos: Por que muitas espécies de plantas estão a caminho da extinção”

Um Olhar Histórico Sobre a Ciência da Resiliência

Desde sua origem ciência da resiliência busca aproximar pesquisa socioecológica da política e tomada de decisão

A chamada ciência da resiliência tem sido considerada uma moldura teórica poderosa para a compreensão e gestão da dinâmica de sistemas socioecológicos (ver sumário acessível de suas ideias centrais em What is resilience?, publicação do Stockholm Resilience Centre).  Continue Lendo “Um Olhar Histórico Sobre a Ciência da Resiliência”

(in)corpóreo

Evolução da linguagem mostra continuidade evolutiva entre mente e corpo, que não devem ser considerados atributos independentes de um organismo

Temos certeza que comandamos nosso corpo. Temos portantocerteza que há nós, e há ele, o corpo, e isso se reflete em muito do que dizemos ou fazemos no dia a dia. Essa certeza inaugura uma divisão primeira entre o corpo, matéria bruta ignorante, e a mente, prodígio do raciocínio que pode nos elevar acima e levar além.  Continue Lendo “(in)corpóreo”

Evolução Simplificadora

A evolução é um processo tanto de aumento quanto de diminuição de complexidade

O conceito de evolução biológica tem sido frequentemente atado à ideia de progresso, não somente entre o público leigo, mas também no jornalismo científico, no ensino de ciências e, inclusive, na literatura acadêmica. A imagem de um macaco curvado assumindo gradualmente uma posição ereta até tornar-se um ser humano moderno, armado com uma lança ou um telefone celular, é uma das imagens mais comuns ligada ao conceito de evolução.  Continue Lendo “Evolução Simplificadora”

Eucarioto sem mitocôndrias não refuta mas apoia teoria endossimbiótica

Desde a educação básica, aprendemos como distinguir procariontes e eucariontes. Procariontes incluem bactérias e arqueas, organismos cujo genoma se resume a um único cromossomo circular, que não se encontra num núcleo separado do citoplasma. Eucariontes têm mais de um cromossomo linear, dentro de um núcleo separado do citoplasma por uma membrana dupla. Procariontes têm ribossomos e citoesqueleto, que são distintos daqueles dos eucariontes, e não possuem organelas com membrana.  Continue Lendo “Eucarioto sem mitocôndrias não refuta mas apoia teoria endossimbiótica”

Os habitantes da minha pele

Pesquisadores mapearam todas as espécies de fungos, bactérias e vírus que ocupam diferentes partes do corpo humano e como elas variam no tempo.

No início da microbiologia, para identificar uma bactéria era necessário cultivá-la em um meio de cultura apropriado e depois reconhecê-la ao microscópio com o uso de corantes específicos. Com o avanço das técnicas de biologia molecular nas últimas décadas, tornou-se relativamente simples identificar uma espécie de bactéria a partir da sequência do seu DNA. Isso revelou uma surpreendente diversidade de microrganismos que não podiam ser identificados por técnicas tradicionais.  Continue Lendo “Os habitantes da minha pele”