Uma questão de pele

O que explica as grandes diferenças na cor de pele em nossa espécie? Hoje sabemos que mutações em diversos genes contribuem para essa variação. E descobrimos também o que tornou algumas mutações comuns em certas regiões do mundo e raras em outras: a seleção natural.

Há imensa variação na cor de pele de humanos: temos desde pele muito escura até muito clara. E, é claro, uma imensa gama intermediária. Por que? Como é comum em biologia, há diferentes formas de responder à questão. Continue Lendo “Uma questão de pele”

Vamos conversar sobre raça

A validade biológica de raças humanas vem sendo refutada por cientistas. Mas o emprego do termo segue vivo. Por que seguimos utilizando essa palavra? Se formos abandoná-la, de que forma trataremos das semelhanças e diferenças entre populações humanas?

O termo “raça” tem sido usado para descrever a variabilidade de nossa espécie há pelos menos três séculos. De modo geral, a ideia é que uma raça representa um grupo de populações que compartilham algumas características físicas, culturais ou biológicas. Mas não há uma definição exata do que é uma raça nem de quantas existem em nossa espécie. Consequentemente, biólogos se debruçaram sobre a seguinte questão: até que ponto os achados genéticos sustentam a utilização de categorias raciais? Continue Lendo “Vamos conversar sobre raça”

Ainda estamos evoluindo?

Será que nossa espécie continua evoluindo? Para alguns pesquisadores, o desenvolvimento tecnológico e os avanços médicos nos isolam dos efeitos da seleção natural, essencialmente freando o processo evolutivo. Aqui retomo essa questão e argumento que, apesar das inovações culturais, a evolução continua ocorrendo.

Sabemos muito sobre como mudanças evolutivas nos trouxeram até os dias de hoje. Mas o que o futuro nos reserva? Nossa espécie continua evoluindo? Daqui alguns milhares de anos os humanos serão diferentes de hoje? Continue Lendo “Ainda estamos evoluindo?”

As mutações que carregamos

Estamos acostumados a considerar que a seleção natural inexoravelmente eliminará das populações as mutações que são prejudiciais. Porém, há um processo evolutivo é capaz de se opor à seleção e que explica a persistência de mutações prejudiciais em nossos genomas

Toda vez que uma criança nasce, ela carrega aproximadamente 50 mutações novas, que surgiram nos gametas produzidos pelos seus progenitores. Como populações são formadas por grandes números de indivíduos, a cada geração muitas mutações estão surgindo. Continue Lendo “As mutações que carregamos”

A diversidade humana não cabe nas categorias raciais

Através da análise de muitos genes, indivíduos podem ser alocados em grupos que correspondem aos seus continentes ou países de origem. Isso quer dizer que o conceito de raças humanas está correto?

 

Falamos sobre raças humanas o tempo todo. Livros didáticos e artigos científicos se referem a “Caucasianos”, “Negros”, “Amarelos” e “Índios”, por exemplo. O que geneticistas têm a dizer sobre essa categorização dos humanos?

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Existem raças humanas?

Há séculos pesquisadores classificam humanos em raças. Essa classificação está por trás do racismo científico e tem imenso impacto em nossas vidas. Neste post, o primeiro de uma série tratando de raças humanas, examino o que geneticistas têm a dizer sobre a existência de raças em nossa espécie.

A variabilidade física de humanos salta aos olhos. Pessoas diferem umas das outras na estatura, no formato do rosto, na cor da pele, na cor do cabelo, para citar apenas alguns traços. Parte dessa variação tem uma distribuição geográfica marcante: a pele escura é mais comum entre Africanos, e inexistente entre os Europeus (excetuando, é claro, aqueles que migraram recentemente). Continue Lendo “Existem raças humanas?”

Quais fatores determinam a diversidade genética em animais?

Um artigo recente explora os fatores que explicam por que algumas espécies possuem mais variabilidade genética do que outras. As respostas encontradas aproximam estudos genéticos de conceitos ecológicos.

Quase todas as espécies possuem variabilidade. Ao nível genético, a variabilidade pode ser definida como a quantidade de diferenças que há entre sequências de DNA presentes em diferentes indivíduos. Entender a variabilidade genética tem implicações teóricas e práticas: ela é a matéria prima da seleção natural e, também, um fator chave a ser considerado na hora de planejar políticas de conservação (espécies pouco variáveis são tipicamente vistas como mais ameaçadas de extinção).

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