O que os macacos-prego podem nos dizer sobre a pré-história?

Macacacos-prego produzem não intencionalmente lascas que apresentam diversas características daquelas produzidas pelos primeiros hominíneos da idade da pedra

O Parque Nacional da Serra da Capivara é mundialmente conhecido por seus mais de mil sítios arqueológicos, nos quais têm sido feitos diversos estudos que estão mudando a história da chegada da espécie humana no continente americano, colocando em xeque a teoria da Cultura Clóvis e promovendo uma das disputas científicas mais discutidas nas últimas décadas. Continue Lendo “O que os macacos-prego podem nos dizer sobre a pré-história?”

Navegar é preciso

Longas rotas migratórias podem ser explicadas por mecanismos complementares em distintos níveis de organização

O domínio e aprimoramento da tecnologia de construção de grandes naus de madeira possibilitou grandes navegações, que levaram à expansão do mundo europeu a outros mundos, ao domínio de ameríndios, da Oceania, e da própria Antártica. Este domínio econômico foi possibilitado pela cartografia dos mares, das terras e dos céus, pelo uso de bússolas e sextantes, e pela energia e coragem de equipes de experientes marinheiros. Continue Lendo “Navegar é preciso”

As roupas novas do gene

A compreensão atual dos sistemas genômicos nos distancia da visão poderosa que a dupla hélice e o dogma central da biologia molecular nos propiciaram, e nos lançam na aventura de encontrar uma nova visão, que seja igualmente poderosa

Em 1953, James Watson (1928-) e Francis Crick (1916-2004) apresentaram um modelo que explicou a estrutura do DNA, o modelo da dupla hélice, que estabeleceu esta molécula como a base da herança biológica. Como discute Rudolf Hausmann, em seu livro sobre a história da biologia molecular, até a publicação do modelo da dupla hélice, ainda havia debate na comunidade científica sobre qual molécula presente no cromossomo seria a base da herança, o DNA ou as proteínas. Foi somente então que, uma vez estabelecido o DNA como base material da herança, uma visão realista sobre o gene, como uma unidade estrutural e funcional que era parte dessa molécula, ganhou larga aceitação.
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As plantas e as mudanças climáticas: Como sobreviver em um ambiente em rápida e constante transformação?

Mudanças climáticas alteram a fisiologia de diversas espécies de plantas e influenciam a probabilidade de sobrevivência das espécies ao longo do tempo. Continue Lendo “As plantas e as mudanças climáticas: Como sobreviver em um ambiente em rápida e constante transformação?”

Sexo é bom (para o genoma)

Novos experimentos mostram que o preço pago por engajar em reprodução sexual é compensando por vantagens evolutivas

A ideia de que o sexo faz parte da reprodução é algo tão natural para nós que podemos esquecer que há muitas outras formas de reprodução. A reprodução sexual é o processo que resulta na geração de novos seres vivos através da união de dois gametas, geralmente vindos de indivíduos diferentes.  Mas a reprodução pode também ocorrer sem sexo: na partenogênese um óvulo não fecundado se desenvolve, gerando um adulto. Na propagação vegetativa, grupos de células originam novos seres, algo que ocorre, por exemplo, em plantas que podemos propagar a partir de um pedaço de caule ou de folha.  Nesses casos, há reprodução sem sexo, ou assexual. Continue Lendo “Sexo é bom (para o genoma)”