A metade oculta do ecossistema Devoniano

Cientistas descrevem o mais antigo registro de paleossolo com rizomas de plantas vasculares e propõem um importante papel para essas estruturas na estabilização dos solos há 400 milhões de anos.

 

As consequências da erosão dos solos, principalmente devido à ação da água, são largamente conhecidas, assim como sabemos também do papel da vegetação na redução das taxas de erosão. Sabemos que as taxas de erosão do solo decrescem exponencialmente com o aumento da cobertura vegetal e, pelo menos desde 2005, tornou-se inequívoca a contribuição das raízes na diminuição das taxas de erosão do solo.  Apesar dos avanços nos conhecimentos sobre as contribuições recentes da vegetação na formação e estabilização do solo, ainda sabemos pouco sobre a contribuição da cobertura vegetal para o estabelecimento e a evolução dos solos ao longo da história da Terra. Continue Lendo “A metade oculta do ecossistema Devoniano”

Para conservar a natureza, é preciso confiança

Três estudos mostram que relações de confiança com comunidades locais têm papel importante na conservação ambiental

Neste semestre, estamos envolvidos num tipo inovador de disciplina, criado na Reitoria de Felippe Serpa, na Universidade Federal da Bahia: Atividade Curricular em Comunidade e Sociedade (ACCS). A ideia é engajar estudantes, sob orientação de docentes, em iniciativas que lidam com uma diversidade de questões sociais. É um bom exemplo de como é falsa a ideia de que as universidades públicas brasileiras contribuem pouco para a sociedade. Continue Lendo “Para conservar a natureza, é preciso confiança”

As múltiplas faces de uma infecção viral

Infecção por vírus aumenta atração de polinizadores e pode levar a aumento da produtividade em cultivos agrícolas

As plantas, assim como os animais, são susceptíveis a infecções virais. O Vírus do Mosaico do Pepino (Cucumber Mosaic Virus, CMV) está entre os 10 mais importantes, tanto científica quanto economicamente. A despeito do nome, o CMV afeta mais de 1.200 espécies de plantas de mais de 100 famílias, tanto de monocotiledôneas quanto de eudicotiledôneas.   Continue Lendo “As múltiplas faces de uma infecção viral”

A ciência narrada com arte e elegância

Em sua autobiografia, Oliver Sacks nos convida a revisitar suas obras

Há cerca de um ano, o neurocientista britânico Oliver Sacks se despediu aos 82 anos, após um câncer anunciado, mas, antes disso, nos brindou com uma autobiografia recheada de tudo que seus leitores e admiradores mereciam. Em Sempre em Movimento – Uma vida (Companhia das Letras, 2015), Sacks nos oferece uma narrativa pessoal rica e corajosa.  Continue Lendo “A ciência narrada com arte e elegância”

A Era dos Mortos-Vivos: Por que muitas espécies de plantas estão a caminho da extinção

Cientistas estimam que o processo de extinção em plantas leva mais tempo do que em animais, e que uma em cada cinco espécies de plantas vasculares está em processo de extinção.

Um documento recente produzido pelo Royal Botanical Gardens, localizado em Kew, subúrbio de Londres, a respeito do estado atual das plantas vasculares, chamou a atenção do mundo. De acordo com o relatório, o Brasil é o país de maior diversidade de plantas vasculares do planeta, com mais de 32.000 espécies descritas, das quais 18.423 são endêmicas da flora brasileira. As plantas vasculares formam um grande grupo de plantas terrestres, incluindo as samambaias, os pinheiros ou gimnospermas, e as plantas com flores, também conhecidas como angiospermas. As plantas vasculares constituem a vasta maioria das plantas utilizadas pelos seres humanos. Continue Lendo “A Era dos Mortos-Vivos: Por que muitas espécies de plantas estão a caminho da extinção”

Um Olhar Histórico Sobre a Ciência da Resiliência

Desde sua origem ciência da resiliência busca aproximar pesquisa socioecológica da política e tomada de decisão

A chamada ciência da resiliência tem sido considerada uma moldura teórica poderosa para a compreensão e gestão da dinâmica de sistemas socioecológicos (ver sumário acessível de suas ideias centrais em What is resilience?, publicação do Stockholm Resilience Centre).  Continue Lendo “Um Olhar Histórico Sobre a Ciência da Resiliência”

(in)corpóreo

Evolução da linguagem mostra continuidade evolutiva entre mente e corpo, que não devem ser considerados atributos independentes de um organismo

Temos certeza que comandamos nosso corpo. Temos portantocerteza que há nós, e há ele, o corpo, e isso se reflete em muito do que dizemos ou fazemos no dia a dia. Essa certeza inaugura uma divisão primeira entre o corpo, matéria bruta ignorante, e a mente, prodígio do raciocínio que pode nos elevar acima e levar além.  Continue Lendo “(in)corpóreo”