Dois cérebros para pensar: a evolução da inteligência em aves e mamíferos

Assim como nós, primatas, algumas aves brincam, resolvem problemas, usam ferramentas, aprendem a cantar e se reconhecem no espelho. Este nível de sofisticação comportamental, ausente em outros animais, evoluiu independentemente nas linhagens das aves e dos mamíferos. Quais mudanças no cérebro estão subjacentes à sua evolução? Continue Lendo “Dois cérebros para pensar: a evolução da inteligência em aves e mamíferos”

Em busca da vida eterna

Em amplo estudo sobre a expectativa de vida dos ratos-toupeira-pelados, cientistas revelam que esses roedores desafiam a lei que rege o envelhecimento biológico, pois suas taxas de mortalidade não se alteram com a idade.

A morte é uma verdade inexorável para qualquer ser humano. A certeza da morte está sempre presente nos nossos inconscientes e contribui de forma importante para as sensações de ansiedade que sentimos no nosso cotidiano, como argumenta Irvin D. Yalom em sua obra “Staring at the Sun: Overcoming the Terror of Death”, traduzida para o português, em 2008, sob o título “De frente para o Sol”.

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Por que devemos compreender evolução? (repost em homenagem ao aniversário de Darwin)

Não compreender a teoria da evolução e suas implicações para o entendimento de nós mesmos e do mundo ao nosso redor é tão grave quanto pensar que a Terra é plana. E pensar sobre isso nos leva ainda além…

A ciência não é somente uma fonte de utensílios que usamos em nosso dia-a-dia ou de curiosidades para acalentar nossas noites sem sono. Ela é parte fundamental do legado cultural da modernidade. Não entender ideias científicas é estar limitado em nossa formação cultural. Continue Lendo “Por que devemos compreender evolução? (repost em homenagem ao aniversário de Darwin)”

Para genomas, tamanho é documento?

Há 50 anos, pensava-se que a quantidade de DNA em um genoma tinha uma correlação positiva com a complexidade de um organismo, ou seja, quanto mais complexa fosse uma espécie, mais DNA era necessário para armazenar aquelas informações que seriam traduzidas em fenótipos hierarquicamente mais complexos. O que pensamos hoje dessa ideia? Continue Lendo “Para genomas, tamanho é documento?”

O conhecimento e a verdade

O conhecimento científico não é estático. Aquilo que ensinamos hoje pode ser alterado amanhã, à medida que novos estudos são feitos. Conviver com essas mudanças faz parte da atividade científica. No estudo da biologia evolutiva não é diferente.

Uma ideia comum sobre a ciência é a de que ela é uma atividade que “busca a verdade”. A intuição por trás dessa afirmação é a seguinte: cientistas buscam explicações que devem estar, de alguma forma, em conformidade com a forma como o mundo funciona. Esse “encaixe” entre as explicações que damos e o mundo que nos rodeia seria, segundo essa concepção, uma instância de “encontrar a verdade”. Continue Lendo “O conhecimento e a verdade”

A estética do lugar e a pesquisa científica

Como as ideias e práticas dos cientistas são moldadas pelos lugares em que o trabalho científico ocorre?

Em artigo publicado em 2015, o historiador da biologia Keith Benson aborda um assunto que, como ele próprio afirma, merece maior atenção, em suas palavras, a “estética ambiental”. Como um cientista é afetado pelo lugar que investiga? Como sua interação com os locais nos quais realiza sua pesquisa transforma a ciência que ele ou ela faz? Continue Lendo “A estética do lugar e a pesquisa científica”

A conquista do mundo pelos gatos

A Mesopotâmia foi o berço da nossa civilização e dos primeiros gatos domésticos, mas foi a partir do Antigo Egito que essa espécie começou a conquistar o mundo.

A história do gato doméstico (Felis silvestris catus) desenvolveu-se de maneira paralela à da nossa espécie, mas sem grande interferência humana por um longo tempo. Enquanto os ancestrais dos cães aproximaram-se e foram cooptados por bandos de caçadores-coletores há cerca de 20-40 mil anos, os gatos só passaram a fazer parte de nossa história após  o surgimento da agricultura, há cerca de 10 mil anos. Continue Lendo “A conquista do mundo pelos gatos”

O sono da civilização

Retrospectiva 2017

Darwinianas

De criança, sonhava sempre. Sonhos elaborados, com começo meio e fim, animados, e emocionantes, como um cinema mudo colorido onde tudo é em primeira pessoa. Assim como os filmes hoje em dia, meus sonhos vinham também em uma sequência progressiva de histórias concatenadas. Voar, por exemplo, era tema frequente, e o fim do sonho de ontem era, invariavelmente, o começo do de hoje, e assim voava cada dia mais alto, mais longe, e mais seguro, nestas minhas lições noturnas de autonomia.

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Brasis: Diversidade e Evolução da População Brasileira

Retrospectiva 2017

Darwinianas

A população brasileira se distingue da dos demais países latino americanos. Tal diferenciação é resultado do intrincado processo de colonização e ocupação do território brasileiro. Historicamente, são três os principais fatores que tornam a população brasileira única dentro da América Latina.

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Existem raças humanas?

Retrospectiva 2017: os mais lidos do ano.

Darwinianas

A variabilidade física de humanos salta aos olhos. Pessoas diferem umas das outras na estatura, no formato do rosto, na cor da pele, na cor do cabelo, para citar apenas alguns traços. Parte dessa variação tem uma distribuição geográfica marcante: a pele escura é mais comum entre Africanos, e inexistente entre os Europeus (excetuando, é claro, aqueles que migraram recentemente).

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