Explorando a matéria escura do genoma

Investigações recentes sobre RNAs não-codificantes seguem revelando aspectos intrigantes do genoma

Mês passado fiz um paralelo entre a proposta da matéria e da energia escura na cosmologia com achados na genética, biologia molecular e genômica indicando que nosso entendimento do genoma foi construído com base em menos de 2% das sequências de nucleotídeos do DNA, que correspondem aos genes que codificam proteínas. Continue Lendo “Explorando a matéria escura do genoma”

O que os macacos-prego podem nos dizer sobre a pré-história?

Macacacos-prego produzem não intencionalmente lascas que apresentam diversas características daquelas produzidas pelos primeiros hominíneos da idade da pedra

O Parque Nacional da Serra da Capivara é mundialmente conhecido por seus mais de mil sítios arqueológicos, nos quais têm sido feitos diversos estudos que estão mudando a história da chegada da espécie humana no continente americano, colocando em xeque a teoria da Cultura Clóvis e promovendo uma das disputas científicas mais discutidas nas últimas décadas. Continue Lendo “O que os macacos-prego podem nos dizer sobre a pré-história?”

As plantas e as mudanças climáticas: Como sobreviver em um ambiente em rápida e constante transformação?

Mudanças climáticas alteram a fisiologia de diversas espécies de plantas e influenciam a probabilidade de sobrevivência das espécies ao longo do tempo. Continue Lendo “As plantas e as mudanças climáticas: Como sobreviver em um ambiente em rápida e constante transformação?”

Sexo é bom (para o genoma)

Novos experimentos mostram que o preço pago por engajar em reprodução sexual é compensando por vantagens evolutivas

A ideia de que o sexo faz parte da reprodução é algo tão natural para nós que podemos esquecer que há muitas outras formas de reprodução. A reprodução sexual é o processo que resulta na geração de novos seres vivos através da união de dois gametas, geralmente vindos de indivíduos diferentes.  Mas a reprodução pode também ocorrer sem sexo: na partenogênese um óvulo não fecundado se desenvolve, gerando um adulto. Na propagação vegetativa, grupos de células originam novos seres, algo que ocorre, por exemplo, em plantas que podemos propagar a partir de um pedaço de caule ou de folha.  Nesses casos, há reprodução sem sexo, ou assexual. Continue Lendo “Sexo é bom (para o genoma)”

Coevolução Gene-Cultura

Estudos recentes sugerem que mudanças na estrutura social e cultural das sociedades humanas podem promover e acelerar sua evolução biológica.

Práticas culturais têm alterado drasticamente as condições ambientais e comportamentais de nossa espécie, promovendo mudanças rápidas e marcantes em nosso genoma. Um ramo da genética de populações teórica, conhecido como Teoria da Coevolução Gene-Cultura, estuda os fenômenos evolutivos que surgem das interações entre os sistemas de transmissão genéticos e culturais, mostrando através de diversos exemplos como a transmissão cultural pode modificar o processo de Seleção Natural em humanos. Cultura é entendida, nesse contexto, como o conjunto de informações capazes de modificar o comportamento dos indivíduos e adquiridas pelos membros de um grupo através de ensinamento, imitação e outras formas de transmissão social. Continue Lendo “Coevolução Gene-Cultura”

As Florestas Esquecidas

Estudo aponta a importância das Florestas Tropicais Secas e alerta para a necessidade urgente de conservação desse bioma

Biomas são regiões do globo que possuem clima similar, principalmente em termos de temperatura e pluviosidade, além de possuírem também biota semelhante. Em geral, os biomas podem ser aquáticos ou terrestres e os principais são: os biomas marinhos, os biomas de água doce, os desertos, os campos de gramíneas, as tundras e as florestas. Essa classificação geral abriga, no entanto, subclassificações. Por exemplo, os campos de gramíneas incluem tanto os campos de gramíneas tropicais e temperadas quanto as savanas africanas. (Para saber mais sobre os biomas da Terra, vale a pena acessar WorldBiomes.com).
Continue Lendo “As Florestas Esquecidas”

Quais fatores determinam a diversidade genética em animais?

Um artigo recente explora os fatores que explicam por que algumas espécies possuem mais variabilidade genética do que outras. As respostas encontradas aproximam estudos genéticos de conceitos ecológicos.

Quase todas as espécies possuem variabilidade. Ao nível genético, a variabilidade pode ser definida como a quantidade de diferenças que há entre sequências de DNA presentes em diferentes indivíduos. Entender a variabilidade genética tem implicações teóricas e práticas: ela é a matéria prima da seleção natural e, também, um fator chave a ser considerado na hora de planejar políticas de conservação (espécies pouco variáveis são tipicamente vistas como mais ameaçadas de extinção).

Continue Lendo “Quais fatores determinam a diversidade genética em animais?”