Quais fatores determinam a diversidade genética em animais?

Um artigo recente explora os fatores que explicam por que algumas espécies possuem mais variabilidade genética do que outras. As respostas encontradas aproximam estudos genéticos de conceitos ecológicos.

Quase todas as espécies possuem variabilidade. Ao nível genético, a variabilidade pode ser definida como a quantidade de diferenças que há entre sequências de DNA presentes em diferentes indivíduos. Entender a variabilidade genética tem implicações teóricas e práticas: ela é a matéria prima da seleção natural e, também, um fator chave a ser considerado na hora de planejar políticas de conservação (espécies pouco variáveis são tipicamente vistas como mais ameaçadas de extinção).

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A metade oculta do ecossistema Devoniano

Cientistas descrevem o mais antigo registro de paleossolo com rizomas de plantas vasculares e propõem um importante papel para essas estruturas na estabilização dos solos há 400 milhões de anos.

 

As consequências da erosão dos solos, principalmente devido à ação da água, são largamente conhecidas, assim como sabemos também do papel da vegetação na redução das taxas de erosão. Sabemos que as taxas de erosão do solo decrescem exponencialmente com o aumento da cobertura vegetal e, pelo menos desde 2005, tornou-se inequívoca a contribuição das raízes na diminuição das taxas de erosão do solo.  Apesar dos avanços nos conhecimentos sobre as contribuições recentes da vegetação na formação e estabilização do solo, ainda sabemos pouco sobre a contribuição da cobertura vegetal para o estabelecimento e a evolução dos solos ao longo da história da Terra. Continue Lendo “A metade oculta do ecossistema Devoniano”

As múltiplas faces de uma infecção viral

Infecção por vírus aumenta atração de polinizadores e pode levar a aumento da produtividade em cultivos agrícolas

As plantas, assim como os animais, são susceptíveis a infecções virais. O Vírus do Mosaico do Pepino (Cucumber Mosaic Virus, CMV) está entre os 10 mais importantes, tanto científica quanto economicamente. A despeito do nome, o CMV afeta mais de 1.200 espécies de plantas de mais de 100 famílias, tanto de monocotiledôneas quanto de eudicotiledôneas.   Continue Lendo “As múltiplas faces de uma infecção viral”

(in)corpóreo

Evolução da linguagem mostra continuidade evolutiva entre mente e corpo, que não devem ser considerados atributos independentes de um organismo

Temos certeza que comandamos nosso corpo. Temos portantocerteza que há nós, e há ele, o corpo, e isso se reflete em muito do que dizemos ou fazemos no dia a dia. Essa certeza inaugura uma divisão primeira entre o corpo, matéria bruta ignorante, e a mente, prodígio do raciocínio que pode nos elevar acima e levar além.  Continue Lendo “(in)corpóreo”

Evolução Simplificadora

A evolução é um processo tanto de aumento quanto de diminuição de complexidade

O conceito de evolução biológica tem sido frequentemente atado à ideia de progresso, não somente entre o público leigo, mas também no jornalismo científico, no ensino de ciências e, inclusive, na literatura acadêmica. A imagem de um macaco curvado assumindo gradualmente uma posição ereta até tornar-se um ser humano moderno, armado com uma lança ou um telefone celular, é uma das imagens mais comuns ligada ao conceito de evolução.  Continue Lendo “Evolução Simplificadora”

Eucarioto sem mitocôndrias não refuta mas apoia teoria endossimbiótica

Desde a educação básica, aprendemos como distinguir procariontes e eucariontes. Procariontes incluem bactérias e arqueas, organismos cujo genoma se resume a um único cromossomo circular, que não se encontra num núcleo separado do citoplasma. Eucariontes têm mais de um cromossomo linear, dentro de um núcleo separado do citoplasma por uma membrana dupla. Procariontes têm ribossomos e citoesqueleto, que são distintos daqueles dos eucariontes, e não possuem organelas com membrana.  Continue Lendo “Eucarioto sem mitocôndrias não refuta mas apoia teoria endossimbiótica”