Para conservar a natureza, é preciso confiança

Três estudos mostram que relações de confiança com comunidades locais têm papel importante na conservação ambiental

Neste semestre, estamos envolvidos num tipo inovador de disciplina, criado na Reitoria de Felippe Serpa, na Universidade Federal da Bahia: Atividade Curricular em Comunidade e Sociedade (ACCS). A ideia é engajar estudantes, sob orientação de docentes, em iniciativas que lidam com uma diversidade de questões sociais. É um bom exemplo de como é falsa a ideia de que as universidades públicas brasileiras contribuem pouco para a sociedade. Continue Lendo “Para conservar a natureza, é preciso confiança”

As múltiplas faces de uma infecção viral

Infecção por vírus aumenta atração de polinizadores e pode levar a aumento da produtividade em cultivos agrícolas

As plantas, assim como os animais, são susceptíveis a infecções virais. O Vírus do Mosaico do Pepino (Cucumber Mosaic Virus, CMV) está entre os 10 mais importantes, tanto científica quanto economicamente. A despeito do nome, o CMV afeta mais de 1.200 espécies de plantas de mais de 100 famílias, tanto de monocotiledôneas quanto de eudicotiledôneas.   Continue Lendo “As múltiplas faces de uma infecção viral”

A Era dos Mortos-Vivos: Por que muitas espécies de plantas estão a caminho da extinção

Cientistas estimam que o processo de extinção em plantas leva mais tempo do que em animais, e que uma em cada cinco espécies de plantas vasculares está em processo de extinção.

Um documento recente produzido pelo Royal Botanical Gardens, localizado em Kew, subúrbio de Londres, a respeito do estado atual das plantas vasculares, chamou a atenção do mundo. De acordo com o relatório, o Brasil é o país de maior diversidade de plantas vasculares do planeta, com mais de 32.000 espécies descritas, das quais 18.423 são endêmicas da flora brasileira. As plantas vasculares formam um grande grupo de plantas terrestres, incluindo as samambaias, os pinheiros ou gimnospermas, e as plantas com flores, também conhecidas como angiospermas. As plantas vasculares constituem a vasta maioria das plantas utilizadas pelos seres humanos. Continue Lendo “A Era dos Mortos-Vivos: Por que muitas espécies de plantas estão a caminho da extinção”

Um Olhar Histórico Sobre a Ciência da Resiliência

Desde sua origem ciência da resiliência busca aproximar pesquisa socioecológica da política e tomada de decisão

A chamada ciência da resiliência tem sido considerada uma moldura teórica poderosa para a compreensão e gestão da dinâmica de sistemas socioecológicos (ver sumário acessível de suas ideias centrais em What is resilience?, publicação do Stockholm Resilience Centre).  Continue Lendo “Um Olhar Histórico Sobre a Ciência da Resiliência”

Os habitantes da minha pele

Pesquisadores mapearam todas as espécies de fungos, bactérias e vírus que ocupam diferentes partes do corpo humano e como elas variam no tempo.

No início da microbiologia, para identificar uma bactéria era necessário cultivá-la em um meio de cultura apropriado e depois reconhecê-la ao microscópio com o uso de corantes específicos. Com o avanço das técnicas de biologia molecular nas últimas décadas, tornou-se relativamente simples identificar uma espécie de bactéria a partir da sequência do seu DNA. Isso revelou uma surpreendente diversidade de microrganismos que não podiam ser identificados por técnicas tradicionais.  Continue Lendo “Os habitantes da minha pele”

Indicadores precoces de mudanças críticas são importantes para gestão de sistemas socioecológicos

Sinais ou indicadores de pontos críticos nos quais mudanças catastróficas podem ocorrer são muito importantes na gestão de sistemas socioecológicos.

Não é difícil reconhecer a importância de saber se uma sociedade está ameaçada por alguma mudança catastrófica. Por exemplo, se mudança no comportamento de reservatórios pode interromper, súbita e drasticamente, o fornecimento de água, como ocorreu na cidade de São Paulo (ver artigo de pesquisadores da UNESP e da USP a este respeito aqui). Para entender tais mudanças, temos de considerar a relação íntima entre nossas sociedades e os sistemas e processos ecológicos. Isso torna mais produtivo pensar em sistemas socioecológicos, sem separações que ainda dominam discursos sobre sociedade e natureza.  Continue Lendo “Indicadores precoces de mudanças críticas são importantes para gestão de sistemas socioecológicos”