Separar o joio do trigo, a difícil tarefa de avaliar confiabilidade de conteúdo online

O senso comum assume que, como estudantes são experientes em mídias sociais e ferramentas digitais, seriam igualmente perspicazes em raciocinar sobre o conteúdo que encontram na Internet, mas o oposto de fato acontece, diz estudo.

Antes acostumados a fazer pesquisas em bibliotecas, estudantes passaram a enfrentar, com o advento da internet e a proliferação de conteúdo e ferramentas de buscas online, um grande desafio, avaliar a confiabilidade da informação. Quando fazemos uma pesquisa em uma biblioteca pública, ou de uma escola ou de uma universidade, temos uma certa confiança de que os livros ou revistas ali disponíveis passaram por uma série de critérios de seleção, que se refletem, então, na credibilidade das informações que oferecem. Continue Lendo “Separar o joio do trigo, a difícil tarefa de avaliar confiabilidade de conteúdo online”

As roupas novas do gene

A compreensão atual dos sistemas genômicos nos distancia da visão poderosa que a dupla hélice e o dogma central da biologia molecular nos propiciaram, e nos lançam na aventura de encontrar uma nova visão, que seja igualmente poderosa

Em 1953, James Watson (1928-) e Francis Crick (1916-2004) apresentaram um modelo que explicou a estrutura do DNA, o modelo da dupla hélice, que estabeleceu esta molécula como a base da herança biológica. Como discute Rudolf Hausmann, em seu livro sobre a história da biologia molecular, até a publicação do modelo da dupla hélice, ainda havia debate na comunidade científica sobre qual molécula presente no cromossomo seria a base da herança, o DNA ou as proteínas. Foi somente então que, uma vez estabelecido o DNA como base material da herança, uma visão realista sobre o gene, como uma unidade estrutural e funcional que era parte dessa molécula, ganhou larga aceitação.
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Dois significados de “gene” e o determinismo genético

A confusão entre dois significados distintos de gene favorece ideias deterministas genéticas.

É muito comum nos depararmos com a afirmação de que foi encontrado algum “gene para” uma característica. Essa afirmação não tem lugar apenas quando falamos de doenças monogênicas (que envolvem somente um gene), como, por exemplo, a fenilcetonúria, mas também em relação a características complexas, como inteligência, agressividade ou até mesmo felicidade. Para a maioria das pessoas, quando falamos em um gene “para” alguma característica, estamos dizendo que o gene determina a característica. Ou seja, estamos assumindo uma visão determinista genética. Continue Lendo “Dois significados de “gene” e o determinismo genético”